“Lo Schiavo” encerra apresentações no Teatro Amazonas

Hoje fui cobrir o encerramento do Festival Amazonas de Ópera no Teatro Amazonas: Olha no que deu:

MANAUS – A Ópera Lo Schiavo (O Escravo), do escritor brasileiro Antônio Carlos Gomes, encerrou as apresentações do 14º Festival Amazonas de Ópera, no Teatro Amazonas, neste domingo (23). O espetáculo contou com a participação do Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas e Orquestra Amazonas Filarmônica, para mostrar o romance entre Américo e Ilara.

Em quatros atos, ”Lo Schiavo” narra a busca pelo amor proibido e em paralelo faz um resgate à escravidão. O espetáculo é ainda uma homenagem à Princesa Isabel, que pôs fim à escravatura no país.

No drama, a jovem índia Ilara vive como doméstica na fazenda do pai de Américo, o Conde Rodrigo que, por não aceitar ver o filho apaixonado por uma escrava, ordena que ele sirva ao Exército. Américo parte acreditando que, ao voltar, seu pai abençoará o casamento entre eles. Enquanto isso, o Conde realiza a união de Ilara com Iberê. A história se passa em 1567 no Rio de Janeiro. Ao fundo, Ilara e Iberê.

Para encenar a história de drama e amor, músicos do Coral do Amazonas e da Orquestra Amazonas Filarmônica, composta por cerca de 70 integrantes, deram sonoridade à história. De acordo com o maestro Miguel Campos Neto, todos os anos grupo começa a ler as peças três meses antes do festival. Antônio, filho do Conde, na trama “Lo Schiavo”.

O espetáculo encenado no Teatro Amazonas, maior símbolo turístico do Estado, ganhou movimento com os bailados do Corpo de Dança do Amazonas. A apresentação de ”Lo Schiavo” durou cerca de 4 horas. Apaixonados, Ilara e Antônio.

FAOO 14ª Festival Amazonas de Ópera (FAO) começou no último dia 23 de abril no teatro Amazonas e em outros diversos espaços culturais da cidade. O circuito de óperas contou com a apresentação de 15 espetáculos, como Romeu e Julieta, de Charles Gonoud, A Cinderela, do italiano Gioacchino Rossini, entre outros.

Para o maestro Campos Neto o sucesso do FAO deu-se, principalmente, pela diversidade dos autores brasileiros apresentados durante o evento .“A formação que predominou foi de característica ímpar, pelo fato dos compositores brasileiros serem bastante distintos em suas obras. Exemplo disso, cito o Padre José Maurício, compositor da Missa de Santa Cecília, que tem estilo Barroco, já Antônio Carlos Gomes atua no romantismo, e Heitor Villa-Lobos apresenta um rol de composições contemporâneas”, disse o maestro responsável por reger a ópera Floresta do Amazonas.

Acessibilidade

Além da diversidade de estilos, outro destaque do evento foi o Sistema de Libras e Áudio-descritivo, que possibilitou presença de portadores de necessidades especiais nos espetáculos. As óperas também foram narradas em linguagem de sinais. “Eu fechei meus olhos e consegui imaginar os atores, principalmente os que interpretavam os escravos. Todos os personagens estavam lindos na minha imaginação”, contou a deficiente visual Ana Marcela, de 22 anos, que veio de Benjamin Constant, distante a XX de Manaus, especialmente para o Festival.

Questionada sobre o acesso a eventos culturais para pessoas com qualquer tipo de deficiência visual, Ana disse estar contente com a iniciativa, e espera que esses eventos sejam prestigiados por todos. Ela disse que voltará outros anos para acompanhar o evento.

As fotos da ópera ficaram lindas. Fiquei orgulhosa de mim: http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?pag=old&idN=105791

😀
FIM.

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