Trabalhadores da Moto Honda paralisam atividades em Manaus

MANAUS – Trabalhadores da Moto Honda da Amazônia paralisaram as atividades na manhã de hoje (1º), no Distrito Industrial, zona Leste de Manaus. Entre as principais reivindicações está o pagamento do abono salarial prometido pela multinacional. A produção da fábrica está parada.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, o sindicato elaborou um documento apontando os 27 principais problemas enfrentados pelos funcionários da Honda. Segundo Santana, 11 deles são convencionados.

”Algumas solicitações não estavam sendo cumpridas pela empresa, como o pagamento do abono, atenção às doenças ocupacionais e salubridade, além do auxílio creche”, disse o presidente. Os trabalhadores afirmam que não há vaga suficiente em creche para os filhos.

A empresa tinha até ontem,  31 de março, para dar uma posição sobre as reivindicações. O sindicato informou que durante reunião entre a diretoria da empresa nenhuma posição foi dada aos funcionários quanto ao pagamento da bonificação.

Santana informou ao Portal Amazônia que há mais de 15 anos a empresa paga o abono aos funcionários. Ano passado, a bonificação não foi efetuada. A justificativa dada pela Honda foi que o valor não teria sido pago devido à crise econômica mundial. O abono varia de 30 a 110% do salário.

Os trabalhadores estão concentrados no refeitório da empresa, localizada no Distrito Industrial. “Cerca de 2 mil pessoas estão paradas, e isso inviabiliza o funionamento da fábrica. A situação está nas mãos da moto Honda. Eles tiveram 70 dias para analisar e dar uma posição. Algumas pautas foram solucionadas, outras não”, destaca Santana.

Dentre as reivindicações já atendidas pela Honda estão a promoção de alguns trabalhadores e o combate ao assédio moral denunciado por funcionários.

Por meio de nota, o diretor Administrativo e Financeiro da empresa Cristiano Moriyokio, informou que a manifestação não chegou a afetar a linha de produção da empresa.

Segundo explicação de Moriyokio, a gratificação exigida pelos funcionários é voluntária e trata-se de uma premiação que a empresa implantou de acordo com o lucro e a produção pessoal de cada colaborador. “Não existe, na verdade, uma obrigação de pagar”, informa a nota.

O diretor dissea ainda que por conta da crise financeira do ano passado, a Moto Honda adotou diversas estratégias para manter os empregos, já que com os problemas da economia, a produção caiu de 1, 6 milhão de motocicletas em 2008, para pouco mais 1,2 milhão em 2009. Entre os planos de manutenção de empregos estava a retirada da premiação.

A Moto Honda conta com aproximadamente 10 mil trabalhadores divididos em três turnos de trabalho. A unidade de Manaus representa o segundo maior investimento da Honda fora do Japão, no setor de duas rodas. Por dia, são fabricadas aproximadamente seis mil motocicletas.

A matéria foi publicada originalmente no Portal Amazônia

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