Hospital Getúlio Vargas ganhará novo prédio

MANAUS – O Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) vai ganhar novo prédio e novos serviços por meio de um projeto do Ministério da Educação (MEC), que deve ser financiado pelo Banco Mundial. Vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o HUGV é referência na região, principalmente em cirurgias de cabeça, mas por conta da estrutura, está classificado entre os piores do País.

Entre os novos serviços que devem ser oferecidos pelo novo Hospital estão os transplantes renais e de córnea. O diretor da unidade, professor doutor Lourivaldo de Souza, espera que em seis meses as obras já estejam iniciadas. A príncipio, o HUGV deve receber US$ 40 milhões.

Vistoria

Nesta terça-feira (9), representantes do BM e do MEC realizaram vistoria técnica no HUGV de Manaus. Os dados vão compor o projeto de Reestruturação de Hospitais Universitários Federais (REHUF), do MEC.

O proprevê recursos a 46 hospitais federais que apresentam algum tipo de deficiência. Parte do recurso será destinado a compra de equipamentos e parte para obras. O HUGV está entre os três únicos hospitais que vão receber verba para a construção de uma nova unidade. Os outros dois ficam no Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. O valor geral do investimento é de 420 milhões de dólares.

O integrante da equipe de direção de HUGs do MEC, César Augusto, observou que o atual prédio do Getúlio Vargas tem mais de 50 anos e que a estrutura está comprometida. – Por essas razões constatamos ser mais viável optar pela construção de um novo espaço-, explicou Araújo.

Para ele, o projeto vai dar um novo rumo tanto aos serviços oferecidos à população quanto para a qualidade de ensino dos residentes da unidade. – A partir do momento que se investe nas condições ambientais você faz com que a equipe trabalhe mais motivada e quem precisa de atendimento passa a ser assistido dentro de uma estrutura mais moderna-, destacou.

Infraestrutura

No mês passado, a reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Márcia Perales, e o diretor do HUGV estiveram em Brasília reunidos com o diretor de hospitais universitários do MEC para discutir soluções para a unidade. Eles apresentaram o pré-projeto para construção do novo prédio.

De acordo com a reitora da Ufam, no encontro de hoje, os consultores do MEC constataram a necessidade da construção da nova unidade. Pela manhã, eles se reuniram na sede da Universidade e à tarde realizaram visita por todos os setores do Hospital.

Entre os ganhos acadêmicos citados pela reitora, está a aquisição de novos equipamentos. – Com a conclusão do projeto, os estudantes vão estar dentro de um processo de formação mais qualificado.

Atualmente, segundo a reitora, alguns dos aparelhos do HUGV estão obsoletos prejudicando tanto os médicos residentes quanto os pacientes.

Entre os problemas observados por ela estão algumas enfermarias que funcionam com superlotação e a rede de eletricidade que não dá conta da demanda. – Ainda com uma série de adversidades, o hospital consegue produzir muito-, garantiu Márcia.

O diretor do HUGV disse que os representantes do Banco Mundial puderam constatar a atual realidade do hospital, que funciona, inclusive, com enfermarias fechadas. – Fomos transparentes ao mostrar a situação. Não há condições de fazer remendos. Estamos lutando por uma estrutura adequada, conforme estabelece o Ministério da Saúde-, informou o diretor.

No ano passado, o Getúlio Vargas teve as cirurgias suspensas por falta de insumos. Faltavam materiais necessários para manter pacientes internados.

– Agora, estamos consolados com a possibilidade de ter uma instituição digna para os pacientes e para quem trabalha no hospital. Todos viram a nossa situação. A visita de hoje é um grito de suspiro-, disse o diretor ao perguntar a uma repórter se ela teria coragem de se internar no hospital.

O Hospital Universitário Getúlio Vargas realiza diariamente cerca de 20 procedimentos cirúrgicos entre cirurgias ortopédicas, neurológicas, abdominais, vascular além de ordem ginecológica.

Em 2009, a unidade de saúde realizou 3,473 cirurgias. Atualmente, o HUGV conta com 134 médicos residentes.

Matéria publicada originalmente no http://www.portalamazonia.com

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