Hospital Getúlio Vargas paralisa internações a partir desta segunda

MANAUS  – O serviço de internação do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) será paralisado a partir desta segunda-feira (26). De acordo com o diretor do hospital, professor doutor Lourivaldo Rodrigues de Souza, a medida foi tomada devido a falta de medicamentos, soros e insumos na Unidade.

– O hospital está sem recursos para a aquisição desses materiais. Para preservar a vida dos pacientes, até que possamos reverter esse quadro, iremos suspender os atendimentos de internação-, disse o diretor do HUGV ao Portal Amazônia.

Lourivaldo Souza informou que a direção do Hospital buscou ajuda com diversas do áreas governo, mas não consegui reverter a situação. Ainda segundo ele, na terça (20), a própria direção do hospital encaminhou um documento à procuradora do Ministério Público Federal, Dra. Luciana Mendes Gadelha, informando a situação e avisando que parte do atendimento será paralisado.

Os problemas financeiros enfrentados pela unidade foram debatidos ontem  (21) na Câmara Municipal de Manaus.

Ao ler trechos do relatório enviado pelo diretor do HUGV à Câmara, o vereador Gilmar Nascimento disse que o hospital vive uma situação de crise, onde as especialidades atendem com deficiência.

O HUGV é referencia em hemodiálise e neurocirurgia, e apesar de ser um hospital universitário presta serviços à população de Manaus. Segundo ele, os recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em valor que oscila entre R$ 700 mil e R$ 800 mil, são insuficientes para a manutenção dos serviços, cujo montante de gastos chega a R$ 1,2 milhão por mês.

– Essa situação é um problema que vai afetar o Estado do Amazonas, onde muitas pessoas morrem na fila de espera por uma cirurgia que não é feita por falta de condições do hospital-, afirmou o vereador Gilmar Nascimento.

Nascimento disse que esteve na última sexta-feira (16), visitando o hospital, viu alguns setores desativados. Segundo a coordenação administrativa do HUGV o Pronto Socorro, a pediatria e o setor de ginecologia estão paralisados. No total, 93 leitos estão inativos por falta de estrutura e material químico cirúrgico.

O HUGV tem 124 médicos residentes, realizou este ano 114.084 consultas, com 2.793 cirurgias realizadas, 54.626 atendimentos ambulatoriais por especialidade, 248.881 exames laboratoriais, perfazendo um total de 232.953 atendimentos, incluindo procedimentos cirúrgicos.

Matéria publicada originalmente no PortalAmazônia.com

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