DJ Ingrid fala sobre carreira e Manaus Beats 2008

MANAUS – Apaixonada por música eletrônica e dona de um estilo próprio. É assim que se define a santista e Dj Ingrid Diniz. Em entrevista ao Portal Amazônia, ela conta que largou o trabalho de bancária e entrou para as cenas eletrônicas de todo o Brasil. Ela falou ainda sobre a expectativa que vive antes do ‘Manaus Beats’, evento que acontecerá no próximo dia 9 de agosto em Manaus.

Ingrid Diniz iniciou a carreira de Dj profissional há oito anos quando começou a fazer mixagens em festas de amigos. A paixão pelas batidas eletrônicas surgiu de uma idéia da mãe: viajar para a Europa.

“Em 1998 viajei, por sugestão da minha mãe, para Londres. Lá, fui apresentada, pela irmã, às boates da ‘cosmopolita’, logo surgiu o interesse pelo som”. Ela conta que “foi paixão fulminante, amor à primeira vista”.

A viagem literalmente mudou o futuro da universitária do curso de administração. “Não conhecia nada sobre música eletrônica. Então quando voltei ao Brasil, iniciei um curso de discotecagem e ainda trabalhando no banco, terminei as aulas e comecei a tocar em festas da minha cidade. Quando me dei conta, a coisa já estava ficando séria”, disse a Dj.

Ser do sexo frágil ajuda

Questionada sobre as dificuldades que enfrentou no início de carreira, principalmente por ser uma Dj-mulher, ela declara que não sentiu nenhum tipo de preconceito. “Nunca tive. Na verdade, para mim ajudou. O fato de ser mulher, um diferencial na época, me abriu muitas portas. Isso criava expectativa no público. Na época, ver uma mulher, tida como sexo frágil, mixando na balada, não era comum”, explica.

Para Ingri, Dj é uma profissão válida tanto para homem quanto para mulher e não existe diferença para lidar com o público. “O fato é que o cenário cresceu muito e nós mulheres não deixamos nada a desejar, a sensibilidade até ajuda”, afirma.

Fonte de inspiração

Apesar de ter as mixagens incorporadas à veia, Ingrid sempre recorre a internet para pesquisar sobre músicas eletrônicas. No entanto, é no francês Laurent Garnier, que a santista busca inspiração. “Faço muitas pesquisas, mas a minha maior fonte de inspiração é Garnier, mas é lógico que com o tempo vamos buscando outros ídolos e criando a nossa identidade”, destaca.

Tenho um “feeling” para a pista

Após ingressar nas pistas de dança e ser hoje umas das Dj mais comentadas das baladas de todo o Brasil, ela acredita ter feeling para a pista. “Acho que tenho “feeling” legal, sei agradar vários públicos, não me prostituo com coisas que não gosto. Faço variações porque não dá para rotular”, afirma.

Descolada e com um estilo que vai do house ao techno, com variações de electro, minimal, clássicos e breaks, a Dj diz que não costuma fazer seleções musicais para suas apresentações. “Faço a seleção no momento que começo tocar. Não tenho nada programado, geralmente sei a 1º e a 2º  música, apenas. Inicio sempre com uma batida forte para levantar o público”. De acordo com ela, o setmix não dá para ser programado porque se corre o risco de fazer algo que não serve para a ocasião.

Dj Ingrid ainda é Produtora!

Em paralelo a carreira de Dj, Ingrid desenvolve, desde 2006, trabalhos como produtora. Em janeiro deste ano, ela lançou a música “Lover Boy” pelo Definittive Records e tem mais duas para ser lançadas por meio de selo internacional. “Estou produzindo coisas novas todos os dias”, revela.

Outras produções da Dj estão disponíveis na página pessoal dela no endereço: www.myspace.com/djingrid

Amor pela pista e pela produção

Ao falar sobre o que mais a atrai nas pistas de baladas eletrônicas, ela diz ter duas respostas: “Na minha carreira de Dj, é o retorno do público. Às vezes a viagem é cansativa, alguns cachês não valem à pena, mas quando você vai para a mesa de som e vê o público levantar os braços é demais! Isso me incentiva muito. Minha carreira de produtora, que ainda é uma novidade para mim, também é gratificante quando eu estou produzindo uma sonoridade nova. Quando eu começo a criar do nada uma coisa que pode virar um som,  é muito show”, afirma.

Prêmios e indicações

Nos oito anos tocando profissionalmente, a bela ruiva e com tatuagens autênticas, uma delas de uma pista de dança nas costas, já acumula uma série de indicações e prêmios ligados à área. Ela conta que se sente bem realizada, mas que sua personalidade forte faz com que ela queira sempre algo a mais.

Em 2003, ela foi eleita dj Revelação pela Revista Cool Magazine e a 46º melhor dj (fem.) do mundo pelo site www.shejay.net.

A Dj Ingrid está participando do Prêmio DJ Awards, o mais importante do ano, em que apenas Dj brasileiros concorrem. A votação pode ser feita no www.djawards.com. O resultado será divulgado no mesmo endereço em setembro deste ano. Ela conta que já está muito feliz em participar e que por está concorrendo já se sente vendedora. “Só pelo fato de estar lá já estou muito feliz”, relata.

Dj Ingrid em Manaus

A Dj estará na capital amazonense para participar do ‘Manaus Beats’. Junto com o Dj Mark, ela comandará a tenda elétrica ‘Marky and friends’. O espaço promete ser o destaque da festa.

Pela primeira vez em Manaus, ela diz estar ansiosa para chegar à capital. “Estou felicíssima, marquei vôo antecipado para aproveitar mais um pouco da cidade”. O Manaus Beats acontece no dia 9 de agosto no Pier do Tropical Hotel em Manaus.

Matéria publicara originalmente 01 de agosto de 2008,  no site www.portalamazonia.com

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